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DISCURSO

Ministro destaca nova fase da produção nacional durante inauguração da Expansão do Tiplam - Terminal Da VLI no Porto de Santos/

Publicado: Quinta, 04 de Maio de 2017, 10h00 | Última atualização em Quarta, 13 de Setembro de 2017, 11h15

Hoje é uma daquelas datas marcantes, que justificam e exemplificam, muito bem, o empenho do Governo Federal, em trabalhar e atrair parceiros da iniciativa privada, de forma resolutiva e estratégica. Hoje, participamos da inauguração da maior obra portuária privada no Brasil, promovida em décadas.

Com a entrega da expansão do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita – TIPLAM, do Porto de Santos, estará aberta uma nova fase para a produção nacional, com destaque ao açúcar e grãos.

O Brasil sempre foi a maior potência na produção da cana de açúcar. Também estamos à frente de muitos outros países, em relação ao cultivo de grãos, como a soja e o milho. Na safra 2016-2017, alcançamos o número recorde , com 215 milhões de toneladas de grãos produzidos. Um aumento de mais de 15%, em relação ao período anterior.
Mas de nada adiantam estes números superlativos em nossa produção, se a infraestrutura e logística não acompanharem.

Por isso, a expansão deste Terminal, do maior Porto da América Latina, é tão representativa. Porque, enquanto estamos incentivando o aumento da produção no País, fator imprescindível para geração de emprego, devemos estar atentos ao seu escoamento. E aqui, teremos a ampliação em 6 vezes a capacidade de exportação dos produtos pelo TIPLAM. Com o investimento de R$ 2,7 bilhões, o Porto terá uma estrutura para exportar, além dos habituais fertilizantes, amônia e enxofre, grãos e açúcar, saltando de 2,5 milhões de toneladas, para 14,5 milhões a capacidade desta área sistema portuário da Baixada Santista.

E para que a malha rodoviária não fosse afetada por congestionamentos, devido ao aumento da produção a ser escoada, todo o Projeto do Terminal TIPLAM está conectado a uma série de investimentos em logística integrada, realizados pela VLI no corredor Centro-Sudoeste, ligando Goiás e o Triângulo Mineiro ao sistema portuário de Santos.
A VLI trouxe 11 quilômetros de estradas de ferro, além da construção da “pêra” ferroviária, para manobras dos vagões, o que irá diminuir o tempo de descarregamento, eliminando o congestionamento da malha rodoviária.

É admirável e exemplar a concepção estratégica da VLI, que também aplicou recursos na construção de dois outros terminais intermodais em Guará, no interior paulista, e Uberaba, no Triângulo Mineiro, além da compra de locomotivas e vagões e investir em melhorias na infraestrutura da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

Eleita como a melhor empresa de infraestrutura do país pela revista Épocas Negócios 360º, a VLI tem em suas mãos o transporte de nossas riquezas, por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Por isso, estas decisões, de investir em projetos estruturantes, demonstram o compromisso da empresa de apoiar a transformação da logística no Brasil, abrangendo, inclusive a intermodalidade, com a união de serviços em portos, ferrovias e terminais.

A expansão do TIPLAM nos traz novas perspectivas, apresentando ao Brasil mais uma solução em direção ao desenvolvimento econômico.
A partir de parcerias com a iniciativa privada, criamos mais do que expectativas para o crescimento, em discursos teóricos. Somos guiados pelas ações e resultados práticos, em busca do principal objetivo deste Governo, que é a empregabilidade. Temos trabalhado para restaurar o país, garantindo o retorno dos investimentos, aprimorando a qualidade dos serviços a partir da comunhão de esforços dos poderes público e privado.

Desde o início da gestão do Presidente Michel Temer, estamos concentrados em atender a agenda do Projeto Crescer, o Programa de Parcerias e Investimento (PPI). Porque, apesar de a indústria nacional ter resistido à recessão dos dois últimos anos, ainda precisa do incentivo do Governo e da sociedade, para garantir a consolidação do restabelecimento econômico do país.

E toda a estrutura do Porto de Santos é favorável para estes ajustes que estão contrapondo a crise. É aqui, na Baixada Santista, que escoamos um terço de toda a movimentação dos Portos Organizados do Brasil. Por isso, o governo tem investido e incentivado a realização de obras estruturantes, enfaticamente, no Setor Portuário.

Por isso, já na primeira rodada de concessões, do PPI, em novembro do ano passado, tratamos de antecipar a renovação dos contratos de arrendamento de dois terminais no Porto de Salvador e Paranaguá, somando investimentos da ordem de R$ 849 milhões.

Neste ano, o Governo arrecadou R$ 68,2 milhões com leilão dos terminais portuários de Santarém, no Pará. No Rio de Janeiro, também arrematamos o Terminal do Trigo, com a previsão de mais de R$ 93 milhões em investimentos.

Para que os projetos em andamento, assim como os novos, possam ter continuidade, sem aqueles obstáculos comuns à burocratização da máquina pública, constituímos o Grupo de Trabalho de Portos, com representantes de todos os segmentos do setor, com a finalidade de discutir os melhores caminhos para a modernização da infraestrutura e da gestão portuária.
Como sabem, o GT está aprimorando as decisões que serão fechadas em novo Decreto que irá normatizar o setor Portuário, encontrando soluções para a expansão dos investimentos do setor privado, redução de custos e aumento da eficiência portuária. Chega de burocracia. O país precisa de ações estratégicas para movimentar o setor produtivo.

Por isso, no último ano, foram realizadas obras de infraestrutura em sete portos brasileiros, totalizando a aplicação de R$ 1 bilhão em recursos para a construção de berços, pavimentação de terminais, ampliação de cais, entre outras benfeitorias. Para aprofundamento das zonas portuárias de Santos, Paranaguá, Itaqui, Vitória e Rio de Janeiro, foram contratados serviços no valor de R$ 1,2 bilhão, para garantir ampliação da segurança, da navegabilidade e da capacidade portuária. Para outras obras deste porte, ainda estão previstos mais R$ 600 milhões no orçamento.

Para o Porto de Santos, também aplicaremos os recursos da ordem de R$ 369 milhões, para a dragagem, o que contribuirá para ampliar ainda mais a produtividade e a capacidade de escoamento do Porto.

É preciso lembrar da amplitude do atual Ministério dos Transportes, que também abraça os projetos ferroviários e rodoviários, imprescindíveis para o escoamento de produção.
Em outra frente de atuação, por meio do DNIT, estamos consolidando outros corredores rodoviários para o escoamento de produção. Temos 11 projetos em licitação referentes a 3.409 quilômetros, incluídos trechos das BRs 158, 163 e 364. Serão investidos mais de R$ 2,2 bilhões em obras de recuperação e manutenção destas rodovias vitais para a exportação da safra agrícola.

Com muito trabalho e foco no que é prioritário, o Brasil está voltando a crescer. Muito obrigado!

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