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Erro observado, solução programada

Publicado: Domingo, 03 de Julho de 2016, 03h00 | Última atualização em Quinta, 14 de Setembro de 2017, 15h27

Vamos deixar a acessibilidade como um importante legado imaterial para todo o setor aeroportuário do país após os Jogos Olímpicos do Rio

Mais de 1 milhão de pessoas vêm ao Brasil, entre agosto e setembro, para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Atletas, delegações, turistas e mais de 400 autoridades estrangeiras desembarcarão nos principais aeroportos do país, do Rio de Janeiro em particular.

Muito embora os números que envolvam o evento sejam superlativos, precisamos recebê-los sem contratempos. Tudo deve funcionar sem que os horários dos voos comerciais sejam afetados, de forma que os passageiros nem sequer percebam que, por trás de sua chegada ou partida, há um imenso trabalho para que tudo aconteça como num dia como outro qualquer. Estamos prontos.

Essa confiança decorre do exaustivo planejamento do setor aéreo. Cada vez mais experiente, o Comitê Técnico de Operações Especiais (CTOE), ligado à Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), preparou o mais importante documento que irá conduzir as ações nos 39 aeroportos que atenderão ao público durante os eventos: o Manual de Planejamento do Setor de Aviação Civil, cuja versão final lancei no dia 29 de junho.

O documento foi produzido graças à integração de várias entidades do setor de aviação, agências reguladoras e outros órgãos do governo federal. Funcionará como uma espécie de Bíblia para os operadores aeroportuários durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

O CTOE, em viagens de trabalho a países que já sediaram eventos do porte das Olimpíadas, detectou que a deficiência no entrosamento entre os órgãos organizadores causa grandes incômodos e problemas para as operações do setor.

Erro observado, erro antecipado, solução programada. Essa é a regra, desde que a primeira edição do manual foi lançada, em tempo recorde, em setembro de 2015.

O manual vai deixar a acessibilidade como um importante legado imaterial para o setor aeroportuário do país. Vamos recomendar aos operadores aeroportuários e às companhias aéreas que continuem seguindo as propostas após o evento.

O capítulo de acessibilidade foi feito a partir de estudo e verificação prática de experiências na área em várias partes do mundo e de vários exercícios simulados para garantir a segurança e agilidade no embarque e desembarque de atletas paralímpicos. A partir desses padrões, também serão alcançados os passageiros com necessidade de atendimento especial.

Apesar da desaceleração da economia e da queda na venda de passagens aéreas, a aviação civil no país está avançando extraordinariamente. Exemplo disso é que ampliamos a capacidade dos terminais de passageiros em 63% nos últimos cinco anos. Por meio de parcerias público-privadas, a infraestrutura cresceu 43%. Há cinco anos tínhamos 165 pontes de embarque no país, hoje temos 294.

A realização de um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos, aliada aos resultados do esforço de todo o setor aéreo, contribuirá, sem dúvida, para a satisfação dos usuários e projeção positiva da imagem do país para o mundo. Com mais visibilidade, o Brasil ampliará a perspectiva de empreendimentos e parcerias com outros países.

Estamos preparados!

MAURÍCIO QUINTELLA LESSA é ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Foi deputado federal (2003-2016) e vereador de Maceió (1997-2003)

 

Artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

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