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AVIAÇÃO CIVIL

Aviação realiza workshop sobre experiência sueca em torres remotas de controle de trafego aéreo

  • Publicado: Quinta, 02 de Junho de 2016, 18h13
  • Última atualização em Segunda, 06 de Junho de 2016, 17h13
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No Brasil, aeroportos regionais podem se beneficiar do sistema, que vem sendo estudado pela Secretaria de Aviação Civil desde o ano passado

 

seminarioA Secretaria de Aviação Civil realizou, nesta quinta-feira (2), em Brasília (DF), um workshop sobre a experiência sueca em torres remotas de controle aéreo. O objetivo do encontro foi discutir o processo de certificação da nova tecnologia, que consiste em uma estação de telecomunicações aeronáuticas que fornece informações para os pilotos a respeito da meteorologia e condições de vento, pista, temperatura e pressão atmosférica a partir de um centro remoto de controle, além de auxiliar os pilotos nas operações de pouso e decolagem. O equipamento pode, além de reduzir o custo, aumentar a eficiência e elevar a segurança do tráfego aéreo.

Desde 2015, a Secretaria de Aviação Civil coordena um Grupo de Trabalho (GT) que discute a implementação da tecnologia de serviços de navegação aérea remotos no Brasil. Segundo o secretário de Navegação Aérea Civil, Rafael José Botelho Faria, o objetivo do GT é adequar a legislação brasileira para regulamentar a utilização destes serviços no país. “Estamos na fase de revisão de mais de 20 legislações que permitirão a operação das torres remotas de controle de trafego aéreo no País, com todas as regras de funcionamento para uma possível certificação, de modo que isso abra portas para o Brasil implementar um sistema de navegação aérea de alta tecnologia” afirmou.

Participam do GT o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (Icea), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Após 4 anos de testes para a validação, a Suécia foi o primeiro país do mundo a obter, em abril de 2015, a certificação de reguladores suecos, permitindo o início da operação da tecnologia em aeroportos do país. O aeroporto regional de Örnsköldsvik foi o primeiro da Suécia e do mundo a implantar torres remotas de controle de trafego aéreo – sua operação é comandada no aeroporto de Sundsvall-Timrå, no norte do país, a cerca de 150 km de distância.

O Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Assuntos Internacionais da LFV – Serviços de Navegação Aérea da Suécia, informou que em agosto um segundo aeroporto sueco vai receber o sistema e que a partir de 2017, o objetivo será implantar em dois terminais por ano. “A nova tecnologia de modernização do gerenciamento de controle aéreo no mundo é inovadora e traz soluções de grande potencial para o setor, como redução dos custos, flexibilidade e aumento da segurança. Gostaríamos de ver o Brasil como o primeiro país da América Latina a implementar essa tecnologia”, defendeu.

AVIAÇÃO REGIONAL – A Secretaria de Aviação Civil vai investir cerca de R$ 7,3 bilhões na construção e reforma de 270 aeroportos regionais em todo o território brasileiro. Para Rafael Botelho, os aeroportos regionais podem se beneficiar do grande potencial tecnológico das torres remotas, já que esta inovação pode “reduzir o custo da operação dos aeroportos mantendo a prestação dos serviços como segurança, eficiência técnica e operacional, dando mais sustentabilidade financeira para os novos terminais” afirmou o secretário.

Esta não foi a primeira vez que a equipe da Secretaria trocou experiências sobre Torres de Controle Remoto. Em julho de 2015, uma comitiva visitou três cidades dos Estados Unidos para o intercâmbio de conhecimentos na área. Em outubro, uma delegação do Japão veio ao Brasil para participar do seminário Experiência Japonesa sobre Serviços Remotos de Navegação Aérea e apresentou estudos sobre origem e benefícios da utilização do AFIS remoto ( serviços de informação de voo remoto) nas mais de 3 mil ilhas que formam o Japão.

O SISTEMA - As torres remotas utilizam câmeras de imagens em alta definição, integradas a uma rede de dados em um centro de controle remoto. A torre tem a facilidade de não estar necessariamente localizada no sítio aeroportuário: pode ser instalada para o controle de um único aeroporto, de vários aeroportos em um único centro de controle, ou ainda para grandes aeroportos com o intuito de auxiliar o trabalho do serviço de tráfego aéreo.

 

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