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ALAGOAS

Autorizada a dragagem do Porto de Maceió após espera de 20 anos

  • Publicado: Quarta, 11 de Outubro de 2017, 12h45
  • Última atualização em Terça, 31 de Outubro de 2017, 17h11

Empresa vencedora da licitação concluirá obra até o primeiro semestre de 2018 e crescimento na movimentação de cargas pode chegar a 30%

Esperada há 20 anos, a dragagem do Porto de Maceió teve início autorizado nesta quarta-feira (11/10). O contrato, assinado pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, foi firmado junto à empresa belga Jan de Nul, vencedora da licitação. Com valor de R$ 31,7 milhões, as obras para o aprofundamento do Porto incluem o canal de acesso, a bacia de evolução e os berços. O prazo para execução de vigência do contrato com a empresa é de 13 meses, a partir da assinatura, sendo nove para a execução do serviço de dragagem.

Segundo o ministro, os ganhos para a região após a conclusão da obra são expressivos. Espera-se o aumento de 20 a 30% na movimentação de cargas, o que proporcionará redução de custos e maior rapidez nas operações dos navios graneleiros, que vão passar da média atual de 40 mil toneladas por porte bruto (TPB) para até 60 mil. Essa medida corresponde à diferença entre o deslocamento bruto e líquido, ou seja, o que pode ser transportado em carga ou combustível.

OBRAS - A expectativa é de que a obra traga mais dinamismo para a economia do Porto, com geração de empregos, contribuindo para o desenvolvimento do estado. O ministro lembrou ainda que a obra é esperada há décadas não apenas pelos operadores e pela comunidade portuária, mas também pelo estado inteiro.

“O próximo passo é finalizar os procedimentos para a licitação do terminal de passageiros, fundamental para que o Porto se prepare para receber navios transatlânticos,” explicou o ministro.

A profundidade hoje está para embarcações com calado de até nove metros, com a dragagem será expandido para 11 metros, o que vai possibilitará o atracamento de navios de maior porte. Já o volume estimado a ser dragado é de mais de um milhão e cem mil metros cúbicos de sedimentos.

Para o administrador do Porto de Maceió, Gustavo Abdalla, a assinatura representa um novo momento para o Porto, onde o desenvolvimento é vislumbrado. “Trabalhamos com dois alicerces: as cargas e o turismo, com isso, vão oferecer uma estrutura bem mais competitiva. Este é o momento de atrair novos contratos, parceiros e clientes”, celebrou Abdalla.

TURISMO – Na cerimônia de assinatura, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, comemorou que, após 19 anos, o Porto de Maceió voltou a receber investimentos e afirmou que o setor turístico e de transportes caminham juntos através de malhas viárias, portuárias e aéreas. “A obra vai viabilizar o recebimento, em Maceió, de mais cargas e navios, tornando viável, inclusive a atracamento de navios transatlânticos, atraindo milhares de turistas, o que reflete diretamente na economia da região”, destacou.

O PORTO - Até agosto de 2017, o Porto de Maceió já movimentou mais de um milhão e meio de toneladas (60,33% exportações e 39,67% importações). O porto é o maior exportador de açúcar da região Nordeste e tem capacidade de escoar quatro milhões de toneladas por ano.

Possui 08 berços de acostagem adequados para realização de operações de carga ou descarga de mercadorias, abastecimento, movimentação de passageiros e receber suprimentos. Além disso, cinco armazéns sendo quatro externos e um interno no Cais Comercial. Sua operação é 24/7 e o canal de acesso tem 120 metros de largura.

Assessoria de Comunicação
Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

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